Acho muito engraçado como às vezes a língua permite um certo tipo de flexibilidade. Acredito que não seja o caso apenas do Brasil, mas em uma única cidade nós temos inúmeras formas de usar a mesma língua. Para mim isto mostra muitas coisas além da falta de educação (aquela formal com ensino fundamental, médio e superior) do povo brasileiro. É antes uma forma mais intimista, informal e até mesmo carinhosa de conversar com pessoas do mesmo círculo de amizades, trabalhos e etc.!
Eu sou observador pra caramba e quando o I-pod não está on, as pessoas me olham como se eu fosse louco. Porque fico rindo das histórias delas! É cada pérola que a gente ouve!
Eu sou observador pra caramba e quando o I-pod não está on, as pessoas me olham como se eu fosse louco. Porque fico rindo das histórias delas! É cada pérola que a gente ouve!
No centro cultural (duas gurias estudando Matémática):
aluna: - É assim: O primeiro ao quadrado mais duas vezes o primeiro pelo segundo. O “pelo” significa vezes...
outra aluna: - Porque é assim tão complicado?
Aluna: - Ai, nem adianta culpar a professora. A culpa é do sistema!
Na faculdade (um guri e uma guria inconsoláveis com o volume bibliográfico):
Ele: - Você estuda com o professor M?
Ela: - Sim, pois é!
Ele: - O cara se empolga neh?
Ela: Nem me fale só para a matéria dele eu precisaria viver 250 anos...
No salão de cabeleireiro:
Cabeleireiro 1: Tô querendo vender minha caranga!
Cabeleireiro 2: Ta pedindo quanto?
Cabeleireiro 1: Tô pensando ainda, mas não vou deixar ninguém me enrolar. Camarada mó sem noção! Pedindo 2 e 500. Onde já se viu? Nunca vi um Monza por menos de 5 paus!






