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terça-feira, 18 de novembro de 2008

Albert Camus




"Não seria errado ler "O Estrangeiro" como a história de um homem que, sem nenhuma atitude heróica, aceita morrer pela verdade. Meursault para mim não é um perdido, mas um homem pobre e nu, apaixonado pelo sol que não faz sombra. Longe de ser privado de toda sensibilidade, uma paixão profunda, porque tenaz, o anima - a paixão do absoluto e da verdade."Assim se expressou Albert Camus a respeito de sua obra "O Estrangeiro", numa entrevista de 1955. Tudo neste livro despertou paixões e polêmicas na época de sua publicação: seu autor, seus personagens e suas idéias. O existencialismo tinha se popularizado, transformando-se quase numa moda.Albert Camus nasceu na Argélia, então colônia francesa, em 1913. Sua família tinha poucos recursos e seu pai morreu combatendo na Primeira Guerra Mundial. Em 1923, Camus entrou para o liceu e depois para a Universidade da Argélia.





Em 1930 contraiu tuberculose, o que o afastou dos esportes (era goleiro) e diminuiu seu tempo de estudo na universidade.Em 1934 ingressou no Partido Comunista Francês e casou-se com Simone Hie, de quem se divorciaria pouco tempo depois. No ano seguinte, licenciou-se em filosofia e fundou o "Teatro do Trabalho". Em 1936, apresentou uma tese sobre o filósofo grego Plotino e engajou-se no Partido do Povo da Argélia. De 1937 a 1940 escreveu para dois jornais socialistas. Foi recusado no exército francês por causa de suas más condições de saúde. Em 1940, já morando em Paris, casou-se com Francine Faure e começou a trabalhar para a publicação "Paris-Soir". No ano seguinte mudou-se para Bordeaux, junto com a redação da revista.Em 1942 publicou dois de seus livros mais importantes, o já mencionado "O Estrangeiro" e "O Mito de Sísifo". Segundo muitos críticos, a idéia do absurdo da existência humana, formulada nestas obras, foi a maior contribuição de Camus para a filosofia.Durante a Segunda Guerra (1939-1945), na França ocupada pelos alemães, Camus travou relações com o filósofo existencialista Jean Paul Sartre e engajou-se na Resistência francesa, escrevendo e depois tornando-se editor do jornal clandestino "Combat".



Em 1946, Camus viajou aos Estados Unidos, proferindo palestras sobre o existencialismo, para estudantes em Nova Iorque. Publicou "A Peste", no ano seguinte. O romance é uma alegoria da ocupação alemã e da condição humana (foi traduzido para o português pelo escritor Graciliano Ramos).Entre 1949 e 1951, Camus viveu recluso, enfraquecido por causa de uma nova recaída da tuberculose. Em 1951 publicou "O Homem Revoltado", em que faz uma análise da idéia de rebelião e revolução, rejeitando o comunismo. Essas idéias foram perturbadoras, em meio a uma intelectualidade francesa comprometida com o marxismo, e provocaram sua ruptura com Sartre.De 1955 a 56, trabalhou no semanário L'Express. Em 1957, recebeu a maior honraria literária em reconhecimento à sua obra: o Prêmio Nobel de Literatura. Morreu três anos depois, vítima de um acidente automobilístico. Deixou dois filhos gêmeos, Catherine e Jean.
extraído de: educacao.uol.com.br/biografias/ult1789u233.jhtm

13 comentários:

Serginho Tavares disse...

obrigatório!

Bubbles disse...

Interesting! : )

maria claudete disse...

muito legal o banho de cultura, obrigada por nos enriquecer com seus posts. Abraços.

sp disse...

Agradeço a visita e prometo voltar outras vezes...

Um abraço... peludo *

Davisson disse...

Eu comecei lendo os conceitos de Satre e passei para Idade da Razão, não li os outros dois livros dele, mas no meio da leitura de Idade da Razão e por sorte lendo artigos e mais artigos da 2º segunda Guerra, descobri Camus. Posso dizer que hoje simpatizo muito mais com ele do que com Sartre.
Camus pra mim é infinitamente mais romântico do que Sartre, talvez seja pura impressão minha.
Você se perguntou se o 3º Reich tivesse sobrevivido o que teria sido do existencialismo?
Abraços.

Muitas saudades das nossas conversas. Mande sinal de vida.

JuJu disse...

Interessante biografia a desse sujeito.
Passe lá no meu blog e deixe seu comentário!!!

Rafael disse...

oh amigão...obrigado pela visita. Bonito seu blog.

abração.

volte sempre.

_+*A Elite in Paris*+_ disse...

Um autor com obras por conhecer, sem falhar!

Beijo meu ♥,

A Elite

Marcelo Martins disse...

Sem dúvida uma dessas "personas" absolutamente cults.
Conheço o peça e aprecio a sua obra.

Lú - RJ disse...

retribuindo a visita, depois volto aqui com calma! Bjs!

maria claudete disse...

Passando para agradecer a visita e o comentário que muito me enriquece. Gostaria que soubesse que sou realmente aquilo que escrevo e é resultante do que vivencio. O texto foi a única forma que encontrei de extravasar uma injustiça . Deus ! não acredito que tenhamos que conviver, ainda, com tanta mediocridade e egocentrismo. Abraço fraterno.

Carolina (UNIFESP) disse...

bah, quero muito estudar Camus. Confesso que tenho um pouco de medo desse existencialismo me deixar pra baixo, mas quero arriscar. Muito legal o teu blog, continue escrevendo...

bjinhos

Luis Nakajo disse...

já leu "fun home"?
tem camus (não só ele) reverberando em cada página. ^^